Patricia Finotti

“Hoje o home office é o escritório do advogado. Os escritórios compartilhados são os escritórios agora. A maioria teve que se reinventar, inclusive eu. Tanto pela questão econômica, quanto pela transformação digital. O judiciário também mudou completamente e a pandemia impactou minha vida profissional de forma extremamente radical”, relata a advogada Márcia Póvoa (crédito: Cássio Cardoso)

Francis Telles

Com o escritório fechado durante a pandemia advogada se reinventa e ganha mercado de commodities

@marciafpovoa

O termo commodity, do inglês, refere-se na linguagem econômica internacional a determinados bens ou produtos de origem primária comercializados nas bolsas de mercadorias e valores em todo o mundo.

Mesmo falando cinco idiomas, e dominando bem o inglês, a advogada Márcia Póvoa não estava conectada a esse negócio internacional, porém durante a pandemia com o fechamento do escritório de advocacia ela enxergou esse mercado promissor. Para Marcia Póvoa a pandemia impactou a advocacia de modo geral. “Hoje o home office é o escritório do advogado. Os escritórios compartilhados são os escritórios agora. A maioria teve que se reinventar, inclusive eu. Tanto pela questão econômica, quanto pela transformação digital. Tivemos que passar atender nossos clientes por meio de plataformas zoom, google meet e até whatsapp. O judiciário também mudou completamente e a pandemia impactou minha vida profissional de forma extremamente radical”, relata.

Durante a pandemia a advogada começou atuar em uma nova área. “As oportunidades iriam aparecendo e como não sou de deixar passar os sinais, resolvi investir nessa área. Outro desafio que a vida me trouxe”.

Nesse período de isolamento social, ela acabou fazendo o curso de MBA em Gestão Jurídica Aduaneira Internacional e logo surgiram os contatos e reuniões. “Hoje já atendo Dubai, China, Singapura, Venezuela, Colômbia e Estados Unidos. Estou apta a dizer que sou especialista na área do Direito de Commodity’, esclarece.

Hoje já atendo Dubai, China, Singapura, Venezuela, Colômbia e Estados Unidos. Estou apta a dizer que sou especialista na área do Direito de Commodity.

A empreendedora do mundo jurídico está na Rede Goiana da Mulher Empreendedora há um bom tempo. Ela conta que a troca de experiência ajudou a desenvolver seu negócio. “Minha vida é feita de desafios, aprendi caminhar com sapatos em vias cheias de buracos que a vida nos coloca. A rede me proporcionou uma abertura de entendimento, principalmente na pandemia. Eu aprendi nesse momento sobre respeito, gratidão, sobre aceitar cada um como é. Respeito e admiração pelos meus filhos, meus pais, meu companheiro que me inspira. Não é fácil ser mulher, são desafios jamais imaginados, mas temos que seguir com foco e fé”, finaliza

Websérie Mulheres Empreendedoras 2021 – Idealizada pela empresaria e fundadora da Rede Goiana da Mulher Empreendedora, Ludymilla Damatta. O projeto consiste em entrevistas com quarenta empresárias goianas, que irão falar sobre os seus desafios, as perdas, a superação, a força, a coragem e a habilidade de se reinventarem. Também farão parte do registro, o que ficou de lição, e as decisões tomadas para o futuro, ao atravessar uma das crises mais graves, se não a mais, de toda História.

A websérie digital, faz parte de um projeto que consiste em uma revista impressa, o Guia da Mulher Empreendedora, e a Revista Digital da Rede.

Rede Goiana da Mulher Empreendedora – Presidida por Ludymilla Damatta, é hoje considerado maior grupo de empreendedorismo feminino do Centro-Oeste, com quase nove mil mulheres no Instagram e mais de 20 mil no Facebook. O grupo está presente em diversos municípios do estado: Aparecida de Goiânia, Trindade, Senador Canedo, Anápolis, Piracanjuba, Caldas Novas, Itapuranga, Pirenópolis, Inhumas e Itaberaí.

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