*** por CARLOS LUCIANO MARTINS RIBEIRO
A frase é do Ministro da Economia – Paulo Guedes, ao criticar aqueles que vivem de rendimentos ou aplicações financeiras. Para ele, o Brasil é um dos países do mundo que se destaca na criação de obstáculos aos empreendedores. Juros altos, burocracia, quebra de contratos, insegurança jurídica, os custos exorbitantes de gerar empregos formais e as perdas oriundas dos trabalhos informais são exemplos desse atraso, que tanto atrapalham e formam uma corrente negativa, um círculo vicioso. Enquanto países como Coréia do Sul, China, Índia, e mesmo aqui do lado, o Chile, criam sistemas desburocratizantes que fazem a economia andar à frente, o Brasil teima em nadar contra.
Tenho seguido os passos de meu pai, que há 63 anos iniciou sua trajetória empresarial saindo de seu Estado natal para abrir uma pequena loja em Goiânia. Ele acreditou em Goiás, sonhou que nessas terras poderia criar um novo mundo. Assim tem sido nessas seis décadas, ano após ano, investindo em Goiás e, a partir daqui, distribuindo produtos para todo país com um Centro de Distribuição que é referência, construído para ser a base desse crescimento, ampliando nossas operações de varejo, abrindo novas lojas e também um e-commerce, que não para de crescer e atende clientes de todo o Brasil, gerando assim cada vez mais empregos e ampliando o recolhimento de impostos.
Nos últimos 30 anos, Goiás deixou de ser eminentemente agrícola, produtor de commodities, para avançar em vários setores, tanto na indústria, comércio, explorando o valor estratégico de estar no centro do Brasil, o que do ponto de vista logístico é de altíssimo valor. Ao explorar suas potencialidades, Goiás, suportado por políticas acertadas de incentivos como o Fomentar, Produzir e seus subprogramas, tornou-se um Estado atrativo e trouxe vários investimentos que, sem esses acordos, certamente iriam beneficiar outros Estados.
Com políticas claras, segurança jurídica, as empresas investem e geram empregos, recolhem mais impostos e contribuem de forma efetiva com contrapartidas aos incentivos recebidos. Todos ganham e a máquina da economia volta a rodar fortemente, com todos os benefícios que esse movimento alavanca.
Assim também são os créditos outorgados para investimento. A empresa se compromete a investir, para obter o direito a um crédito determinado, que somente será utilizado se for garantida a média corrigida do ICMS recolhido e ao final, poderá se creditar apenas de parte do que exceder esta média. Ou seja, o Estado não perde nunca!
Somos goianos e vamos continuar aqui, fazendo a nossa parte e contribuindo para mudar a frase do Ministro Guedes – Brasil, o paraíso dos rentistas! – para dizer com orgulho: “Brasil o paraíso de quem produz e trabalha!”
**** CARLOS LUCIANO MARTINS RIBEIRO é presidente da Novo Mundo.